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DEPUTADO FEDERAL SÉRGIO SOUZA 1512 O DEPUTADO FEDERAL DA NOSSA TERRA ...

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quinta-feira, 1 de abril de 2021

A FONTE DA INFORMAÇÃO REVISTA ISTOÉ : PARABÉNS AO POVO DOS E.U.A QUE ELEGEU JOE BIDEN PARABÉNS AO PRESISIDENTE DOS E.U.A JOE BIDEN.

 https://istoe.com.br/como-se-faz-um-estadista/

Como se faz um estadista

Em menos de três meses, Joe Biden derrubou os índices da pandemia. Em várias áreas, exibiu um show de gestão: de uma ajuda trilionária para a economia ao tratamento humanitário aos imigrantes

Crédito: Doug Mills/The New York Times

ESTRATÉGIA Com o novo pacote de US$ 3 bilhões, Biden planeja energia limpa nos transportes para concorrer com a China (Crédito: Doug Mills/The New York Times)

Em pouco mais de 70 dias na Presidência, Joe Biden já mostrou resultados que foram aprovados pela maioria da população. O democrata conseguiu passar no Congresso o maior pacote de estímulo econômico da história americana, no valor de US$ 1,9 trilhão. Não apenas cumpriu a promessa de campanha de vacinar 100 milhões de pessoas contra a Covid-19 nos primeiros cem dias de mandato, como dobrou a meta. Vai imunizar 200 milhões até 1º de maio. Da nova orientação humanitária para os imigrantes aos estímulos trilionários para a economia, o presidente conseguiu em tempo recorde imprimir uma nova agenda ao país, dando um show de gestão.

VACINA PARA TODOS O plano do presidente a mericano prevê vacinar pelo menos 200 milhões de pessoas até o final de abril (Crédito:Jason Redmond)

Por conta disso, já se posiciona de forma mais ambiciosa para os próximos anos. Na sua primeira coletiva, não descartou concorrer à reeleição em 2024, quando terá 81 anos. Enquanto isso, acelera as mudanças. Detalhará no decorrer de abril um novo pacote de investimentos, de até US$ 3 trilhões. A primeira parte prevê investimentos de US$ 1,6 trilhão na reconstrução da infraestrutura rodoviária, ferroviária e hidroviária americana, além de projetos na energia verde. A segunda parte será na Educação.

“Biden quer salvar a democracia americana e no mundo. Para isto, ele acalmará os descontentes”, diz Leonardo Trevisan, professor de Geoeconomia da ESPM. O especialista observa que os EUA não têm trens de alta velocidade, como os países europeus, e as rodovias, embora conservadas, são dos anos 1950. “O presidente planeja refazer a infraestrutura do país, para tornar a América compatível com a indústria 4.0 e a eletromobilidade”, explica. Já a segunda parte do pacote prevê a digitalização das pré-escolas e a universalização do acesso às universidades comunitárias e gratuitas.

Desde 21 de janeiro, o ritmo de medidas adotadas se mostrou alucinante. Entre as transformações concretizadas, Biden trouxe os EUA de volta ao Acordo de Paris, para reduzir as emissões de gases poluentes até 2030, e promete mudar a matriz energética americana nos próximos anos, dos combustíveis fósseis para a energia limpa — reforma que havia sido iniciada por Barack Obama e depois revertida por Donald Trump. Também aprovou o pacote de US$ 1,9 trilhão para custear trabalhadores diante da crise sanitária. Cada americano receberá um cheque de US$ 1,4 mil do governo, enquanto cada desempregado receberá um cheque semanal de US$ 300 até setembro.

“Nós queremos mudar o paradigma. Vamos começar a recompensar o trabalho, não apenas a riqueza na América” Joe Biden, presidente dos Estados Unidos

Essas iniciativas catapultaram o apoio da população. Pesquisa da ABC News e do Instituto Ipsos, publicada no dia 28, mostrou que 60% dos entrevistados aprovaram o pacote de auxílio de US$ 1,9 trilhão, incluídos 41% dos eleitores republicanos. A recepção também foi entusiasmada na área da saúde. A sondagem mostrou que 78% dos americanos aprovam a condução do presidente no combate à pandemia. No total, Biden conta com a aprovação de 53% dos americanos, indica outra pesquisa da Associated Press.

Economia reaquecida

Com esta rápida reação à pandemia e no combate ao desemprego e à pobreza, a projeção do FMI é que a economia americana poderá crescer 5,5% em 2021, o que reverterá a queda de 3,4% de 2020, último ano do governo Trump. As projeções indicam ainda que a taxa das pessoas que vivem na pobreza poderá ser reduzida de 13,7% para 8,7% dos 330 milhões de americanos, estima o Urban Institute. Também há desafios pela frente. Embora sob controle, a pandemia do coronavírus, que já matou 550 mil americanos, é um deles, já que há o risco de novas ondas, principalmente em função de variantes do coronavírus. A taxa de desemprego também preocupa. Mas o humor do país mudou. A promessa agora é vacinar toda a população adulta até o dia 4 de Julho, quando é comemorada a independência. Segundo Biden, a data marcará a volta do país à normalidade, ainda que com cuidados sanitários. A rápida vacinação e a reativação da economia, seus méritos, parecem ter colocado os EUA de volta no caminho da prosperidade. E, depois de quatro anos de polarização e crises em série, a população parece confiante, novamente, em ter um estadista no governo. É uma sinalização positiva, recebida com alívio em todo o mundo.


A FONTE DA INFORMAÇÃO REVISTA ISTOÉ :

 https://istoe.com.br/circo-de-horrores/

Circo de horrores

Em meio ao desgoverno, Bolsonaro passa a encenar o papel de defensor da vacina, pressionado pelos aliados, mas nada faz nesse sentido, enquanto o País caminha para 400 mil cadáveres de vítimas da Covid

Crédito: Ilustração: Lézio Júnior

O ILUSIONISTA DA VACINA Após desprezar os imunizantes, presidente muda o discurso e tenta posar de paladino da vacinação em massa (Crédito: Ilustração: Lézio Júnior)


O governo sofre um apagão gerencial em praticamente todas as áreas, mas nenhuma foi tão importante para minar a sustentação política de Jair Bolsonaro do que a pandemia. Já são mais de 320 mil óbitos, que fazem a Nação liderar as estatísticas negativas internacionais. Na última terça-feira, 30, o número diário de vítimas chegou a 3.668, novo recorde. O sistema de saúde está em colapso em diversas regiões, e piorando. Era inevitável que haveria um desdobramento político. A sociedade, o Congresso e o STF pressionam por mudanças, e foi isso que motivou o desastrado cavalo-de-pau do mandatário ao adotar um discurso pró-vacina, demitir Eduardo Pazuello e criar um comitê para coordenar a crise, anunciado com pompa e panelaços no dia 23.

CAOS Aglomerados, idosos tentam se vacinar em Duque Caxias (RJ), no dia 29 (Crédito:Domingos Peixoto)

Foi tudo um jogo de cena, e de má qualidade. Em poucas horas ficou claro que o teatro não visava nenhuma mudança concreta na Saúde, mas apenas salvar Bolsonaro e sua gestão, que está na iminência de um colapso. Os governadores não-bolsonaristas, que sequer foram convidados a integrar o tal comitê, logo denunciaram sua inutilidade. “Como nós podemos achar que há uma coordenação nacional sem estados e municípios, se lá estão os leitos?”, questionou Flávio Dino (PCdoB), do Maranhão. “O presidente não sabe o que é coordenação nacional”, sintetizou. O presidente da Câmara, Arthur Lira, que havia exigido a demissão de Pazuello e forçou uma mudança de rota do governo, foi mais pragmático ao perceber a temperatura subir no Congresso. Citou a “espiral de erros primários, desnecessários, inúteis, que são muito menores do que os acertos cometidos”. Foi direto ao ponto. Segundo ele, o Legislativo pode adotar remédios “amargos” (ou seja, a CPI da pandemia) ou mesmo “fatais” (ou seja, o impeachment, palavra que estava numa primeira versão do discurso). A crítica ainda cruzou a praça dos Três Poderes. Ao saber que o novo ministro, empossado na véspera, tinha a intenção de convocar um “pool da inteligência médica” para “ouvir a ciência”, o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, ironizou: “Fico feliz de saber que com um ano de atraso e 300 mil mortos resolveram montar uma comissão de especialistas e médicos”. O ex-presidente da Câmara, Rodrigo Mais, também rechaçou: “Interessante como Bolsonaro quer responsabilizar a nova cepa como se somente agora estivéssemos vivendo um momento gravíssimo. Nem com muito esforço dá pra acreditar nessa narrativa”. Tinha razão. Uma semana depois da criação do comitê, após uma reunião de trabalho, o presidente voltou a contradizer o espírito de união dos líderes do Congresso e atacou governadores e prefeitos: “Algumas medidas têm superado, e muito, o que seria até mesmo um estado de sítio”, disse em pleno dia 31 de março. E voltou a criticar o isolamento social. Foi um constrangimento para Lira e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que tenta liderar o grupo de trabalho. Até para Queiroga.

A FONTE DA INFORMAÇÃO REVISTA ISTOÉ :

https://istoe.com.br/circo-de-horrores/ 


Bolsonaro nunca acreditou na importância

da vacinação. 

Só se mexeu quando João Doria começou

a aplicar a Coronavac,

em janeiro

CONTINUIDADE O novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, não se comprometeu com medidas de restrição (Crédito: Raul Spinass)

Projeções infladas de vacinas

Acuado, o presidente foi obrigado a trocar seis ministros e, para tentar reagir, avançou em seu projeto autoritário. Mas nada mudará no principal problema que aflige a população: a expansão da pandemia, que foge ao controle por culpa do próprio presidente. “2021 será o ano da vacinação” é o novo lema de Bolsonaro. Porém, a realidade contradiz o slogan. O Ministério da Saúde é desmentido constantemente pelas projeções infladas e irreais de recebimento dos imunizantes, comprados às pressas após um ano de sabotagem (na compra da Coronavac) e apostas erradas (em uma só vacina, a Oxford/AstraZeneca). O açodamento do governo negligenciou a disputa internacional por insumos e a dificuldade de produção local da Fiocruz. A última decepção ocorreu na terça-feira, 30, quando a Anvisa negou o certificado de boas práticas para a fabricante indiana da vacina Covaxin. Oito milhões de doses previstas em março foram frustradas, assim como 12 milhões para os dois meses seguintes — o valor do contrato, assinado de afogadilho, é de R$ 1,6 bilhão. E as ações oficiais, que beiram o amadorismo ou expressam má-fé premeditada, continuaram na gestão recém-inaugurada do médico Marcelo Queiroga. O novo ministro declarou que vai vacinar 1 milhão de brasileiros por dia e que tenta aumentar as entregas de imunizantes. Mas suas justificativas são débeis. Entre seus esforços, prometeu encontrar o embaixador dos EUA para tentar uma “permuta” que adiantasse a entrega dos imunizantes da americana Pfizer. A fabricante apenas afirmou que mantinha o seu calendário de entregas. Quase 80% dos 100 milhões de doses desse imunizante, contratados também à sorrelfa no último dia 15, só chegarão ao País entre agosto e setembro. No total, o governo trombeteia que adquiriu 562,9 milhões de doses para entrega este ano. Na prática, com as disputas no mercado internacional e as quebras de produção, é pouco factível que a promessa se concretize.

“Não ficaremos alienados. Os remédios políticos do Congresso são conhecidos e são todos amargos. Alguns, fatais” Arthur Lira, presidente da Câmara (Crédito:Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

O governo Bolsonaro colhe o que plantou. Ou melhor, deixa de receber as vacinas que se recusou a comprar no ano passado, quando especialistas alertavam para a importância da imunização e inúmeros países iniciaram a corrida por antídotos que se mostravam promissores. Bolsonaro nunca acreditou de fato na importância deles e disse isso com todas as letras, em várias ocasiões. Só se mexeu quando João Doria começou a aplicar a Coronavac. Essa disputa com o governador paulista ganhou outro capítulo no dia 26, depois que Doria anunciou um novo imunizante “100% nacional” a ser produzido pelo Instituto Butantan, pronto para entrar na fase clínica de testes. Quarenta milhões de doses podem ser fabricadas até julho. A notícia gerou uma justificada onda de otimismo, apesar da confusão sobre a procedência da pesquisa (o anúncio omitiu que a tecnologia era do Hospital Mount Sinai/EUA, com parceria do Butantan e cessão gratuita dos royalties).

“CONSCIENTE” O vice Hamilton Mourão se vacina com a Coronavac na segunda-feira, 29 (Crédito:Bruno Batista /VPR)

É um marco, pois a produção será feita integralmente no País, com know-how do instituto paulista e sem depender de insumos importados. Ao invés de comemorar, o presidente tentou criar um fato relevante para se contrapor. O ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, anunciou no mesmo dia ao lado de Queiroga o pedido de autorização para testes clínicos da vacina brasileira Versamune, desenvolvida pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP, com verbas da pasta e parceria com a brasileira Farmacore e a americana PDS Biotechnology. É outra excelente notícia, que infelizmente não se reverterá na prática em um imunizante disponível este ano. E, principalmente, não reverte as ações nocivas do presidente.

Além de ter boicotado a Coronavac, Bolsonaro tem sistematicamente reduzido as verbas para pesquisas científicas nacionais. O próprio imunizante da USP de Ribeirão Preto poderia estar mais adiantado se o seu financiamento não tivesse sido atrasado pelo governo, afirmou um pesquisador à frente do projeto. Não é só. Desde o início da pandemia, o mandatário combate o isolamento e faz questão de dar o mau exemplo. Nesse período, promoveu 41 cerimônias no Palácio do Planalto com aglomerações. No dia 24 de fevereiro, na posse do ministro da Cidadania, foram 400 convidados, muitos sem máscara como Bolsonaro. Na sede do governo, até recentemente, “pegava mal” para os convidados usar essa proteção. O presidente segue prescrevendo o tratamento precoce, que inclui remédios sem eficácia comprovada, como o vermífugo Ivermectina. Esse kit Covid tem efeitos colaterais perigosos e já é responsável por aumentar a fila de pacientes à espera de transplante de fígado. O presidente também continua combatendo gestores que adotam medidas de isolamento. Para o dia 29, convocou “um dia de jejum e oração pelo bem e pela liberdade de nossa nação”. O proselitismo patriótico-religioso foi mais um ataque às medidas emergenciais. Seus apoiadores têm radicalizado para intimidar as autoridades. Em São Paulo, Doria anunciou que está de mudança para o Palácio dos Bandeirantes para evitar os arruaceiros diante de sua residência. No Ceará, a polícia investiga uma ameaça de morte contra o governador Camilo Santana, veiculada em um grupo intitulado “Ceará contra o lockdown”.

COLAPSO Hospital de campanha Pedro Dell’Antonia, em Santo André (SP), lotado com pacientes de Covid no dia 25 de março (Crédito:Edilson Dantas)

A irresponsabilidade incluiu até uma tentativa de causar rebeliões nas PMs. Foi o que ocorreu em Salvador, após um episódio nebuloso em que um policial se sublevou e atirou contra os colegas. A deputada Bia Kicis (PSL), que chegou à presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara patrocinada pelo Planalto, apressou-se em atribuir o incidente a uma revolta contra as restrições da pandemia. “Soldado da PM da Bahia abatido por seus companheiros. Morreu porque se recusou a prender trabalhadores. Disse não às ordens ilegais do governador Rui Costa da Bahia. Esse soldado é um herói”, ela tuitou. Com a péssima repercussão, apagou a mensagem. “O comentário foi precipitado por não conhecer os detalhes, irresponsável por incitar um motim e oportunista, querendo fazer palanque em cima de uma tragédia”, reagiu o senador Jacques Wagner. Eduardo Bolsonaro tentou ampliar a crise, divulgando: “Esse sistema ditatorial vai mudar. Protestos pipocam pelo mundo e a imprensa já não consegue abafar. Estão brincando de democracia achando que o povo é otário”. Foi mais uma manifestação que mostra, na prática, como o clã Bolsonaro tenta politizar a pandemia e instrumentalizá-la para atacar a democracia. Não é à toa que o mundo associa a tragédia brasileira com a liderança desastrosa de Bolsonaro. A chegada de Queiroga, um ministro “da continuidade”, reforça essa percepção. O presidente exige submissão incondicional e continuará ditando as políticas absurdas na Saúde com o novo preposto. Mudou para que tudo continuasse igual. O novo titular, pelo menos, usa máscaras e as recomenda (corretíssimo), mas diz que elas têm um efeito tão importante para conter a doença quanto a vacinação (engodo). Não apoiou as medidas emergenciais de lockdown. Em seu benefício, afastou parte dos militares que haviam desmontado as equipes técnicas.

DEBOCHE Sem máscara, Bolsonaro provoca aglomeração em cerimônia no Palácio do Planalto, no último dia 23 de fevereiro (Crédito:Divulgação)

Marketing enganoso

O governo agora tenta se adaptar ao novo marketing pró-vacina. O presidente e seus filhos têm destacado em suas redes sociais o número de doses distribuídas aos estados. Flávio Bolsonaro espalhou o slogan “nossa arma é a vacina” e usou uma foto do Zé Gotinha segurando uma seringa no formato de fuzil. Já o ministro das Comunicações, Fábio Faria, sugeriu a “criação de um consórcio para divulgar o número de vacinados”. Ignorava que já há um consórcio que faz isso, criado pelos veículos independentes exatamente porque o governo tentou suprimir os dados da pandemia. São medidas desesperadas. O Centrão já se deu conta de que sua intervenção branca no governo tem limites. Pressionou pela mudança no tratamento da Covid até como tábua de salvação, já que os empresários estão pulando do barco bolsonarista e as urnas em 2022 podem ser cruéis contra os negacionistas. Dessa forma, para que a doença seja enfrentada com eficiência, até o grupo fisiológico pode se dar conta de que não adianta trocar o titular da Saúde. É necessário remover o responsável pelo caos: o presidente.

A FONTE DA INFORMAÇÃO REVISTA ISTOÉ :

 https://istoe.com.br/a-quartelada-de-bolsonaro/

A Quartelada de Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro monta estratégia perigosa para dividir as Forças Armadas, envolvê-las no jogo político e tentar um autogolpe de Estado. Com a demissão dos ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e dos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, ele confirma o desejo de atrair os quartéis para seu projeto nefasto e implantar um regime autoritário. Seu tiro, porém, pode sair pela culatra

Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil

TRAIÇÃO Azevedo e Silva (dir.) e o ex-comandante do Exército, Edson Pujol (esq.): renúncia coletiva e recusa à politização (Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil)

PREPOSTO Cumpridor de ordens, Braga Netto já decepcionou boa parte de seus pares ao aceitar o cargo no Ministério da Defesa (Crédito: Ricardo Moraes)

As intenções de Bolsonaro, abalado pela perda de popularidade, cada vez mais acuado pelos opositores e desmoralizado pelos próprios erros, são as piores possíveis. Azevedo e Silva foi obrigado a colocar o cargo à disposição e, em uma carta entregue ao presidente, deixou nas entrelinhas o motivo da saída: tentou preservar as Forças Armadas como instituições de Estado. Para interlocutores próximos, disse, também, que saiu porque não queria repetir a experiência que viveu em maio de 2020. Na ocasião, na primeira tentativa de golpe ensaiada pelo governo, grupos bolsonaristas fizeram manifestações pedindo uma intervenção militar e atacando o STF. Azevedo e Silva fincou pé e defendeu a isenção política das Forças Armadas. É tudo que Bolsonaro não quer. Ele quer chamar o Exército de “seu”, quebrar a hierarquia e usá-lo para apoiar medidas repressivas.

ALINHAMENTO Bermudez (esq.) pediu demissão (Crédito: Isac Nóbrega/PR)

Para aliados, o mandatário tem dito que quer um ministro disposto “a meter o pé na porta” por ele, caso seja necessário. Braga Netto é considerado um cumpridor de ordens e pode cuidar desse serviço. O problema é que as maquinações golpistas do presidente não encontram eco entre os militares mais influentes e ele não se conforma com isso. Bolsonaro queria, desde o ano passado, que Azevedo e Silva lhe entregasse a cabeça de Pujol, com quem estava incomodado, entre outras coisas, por usar máscara, respeitar o isolamento social e seguir a ciência. Em novembro do ano passado, quando o militar manifestou em uma live, sensatamente, o interesse de descolar o Exército da política, a corda se rompeu. “Não queremos fazer parte da política, muito menos deixar ela entrar nos quartéis”, disse. Na época, 9 dos 23 ministros do primeiro escalão do governo usavam farda, centenas de oficiais da ativa se familiarizavam com a política miúda da Esplanada e o governo já tinha mais de 8 mil militares, boa parte da ativa, ocupando cargos de confiança. O então ministro da Defesa não seguiu as orientações do chefe e frustrou o projeto de Bolsonaro: deixou claro que não abriria as portas dos quartéis para ele. “Bolsonaro disse que queria alguém mais simpático a ele no comando do Exército. E que gostaria de ver maiores manifestações de apreço”, relatou um oficial com elevado cargo no Ministério da Defesa para justificar a saída de Azevedo e Silva.

A FONTE DA INFORMAÇÃO REVISTA ISTOÉ : O MURRO NA MESA A FAVOR DA DEMOCRACIA E DA CONSTITUIÇÃO E CONTRA A DITADURA.

O MURRO NA MESA A FAVOR DA DEMOCRACIA E CONTRA O PENSAMENTO DITATORIAL. 


TENSÃO O almirante Ilques Barbosa bateu na mesa durante reunião com Braga Netto (Crédito:Eraldo Peres)

Na segunda-feira, o general Pujol, o almirante Barbosa e o brigadeiro Bermudez se reuniram para discutir a entrega conjunta de seus postos. “Isso é uma reação corporativa às invectivas do presidente”, avaliou um general influente da reserva. Todos eles voltaram a se encontrar na manhã seguinte, desta vez, junto com o novo ministro da Defesa, Braga Netto. Os três chegaram à sede da pasta, em Brasília, com o pedido de demissão assinado, mas estavam dispostos a ouvir eventuais acenos do novo chefe do ministério — o que não aconteceu. Em uma reunião tensa, os membros do Alto Comando deixaram claro a Braga Netto que jamais dariam um passo para contrariar a Constituição. O mais exaltado no encontro foi o almirante Barbosa, que protagonizou momentos que, segundo relatos de participantes, beiraram a insubordinação. Indignado com a situação, ele chegou a bater na mesa. Pouco depois da reunião, o Ministério da Defesa emitiu nota comunicando a substituição dos três comandantes.

QUARTÉIS Bolsonaro tenta quebrar a hierarquia e politizar as Forças Armadas (Crédito:Marcelo Régua)
https://istoe.com.br/a-quartelada-de-bolsonaro/

A FONTE DA INFORMAÇÃO REVISTA ISTOÉ :

 

Doria, Ciro, Mandetta e Huck assinam manifesto pela democracia

Crédito: GABRIELA BILO

A intervenção de Jair Bolsonaro nas pastas da Defesa e Justiça e a queda dos três comandantes das Forças Armadas despertaram o receio sobre possíveis intenções golpistas do presidente.

Em resposta a isso, políticos, ex-ministro e apresentador de TV se juntaram num manifesto em defesa da democracia publicado nesta quarta, dia 31.

Confira a íntegra do documento:

Muitos brasileiros foram às ruas e lutaram pela reconquista da Democracia na década de 1980. O movimento “Diretas Já”, uniu diferentes forças políticas no mesmo palanque, possibilitou a eleição de Tancredo Neves para a Presidência da República, a volta das eleições diretas para o Executivo e o Legislativo e promulgação da Constituição Cidadã de 1988. Três décadas depois, a Democracia brasileira é ameaçada.

A conquista do Brasil sonhado por cada um de nós não pode prescindir da Democracia. Ela é nosso legado, nosso chão, nosso farol. Cabe a cada um de nós defendê-la e lutar por seus princípios e valores.
Não há Democracia sem Constituição. Não há liberdade sem justiça. Não há igualdade sem respeito. Não há prosperidade sem solidariedade.


A FONTE DA INFORMAÇÃO REVISTA ISTOÉ :

 https://istoe.com.br/brasil-fecha-o-mes-mais-letal-da-pandemia-com-novo-recorde-3-950-mortes-em-24h/

Brasil fecha o mês mais letal da pandemia com novo recorde: 3.950 mortes em 24h

Crédito: AFP

O Brasil registrou 3.950 novas mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, marca que representa um novo recorde diário de vítimas, de acordo com dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa. O País tem assistido a um crescimento vertiginoso de casos, internações e óbitos pela doença ao longo do último mês. Em março, 66.868 morreram pelo novo coronavírus, 20.799 nos últimos sete dias.

A última semana foi a que mais acumulou óbitos em toda a pandemia. A marca também vale para o mês de março de 2021, o mais letal de todo o período. As mortes dos últimos 31 dias superaram a maior marca anterior, de julho, quando 32,9 mil pessoas morreram em decorrência da doença. O número de março deste ano é, portanto, mais que o dobro do pior momento da pandemia no ano passado.

A média móvel diária de óbitos ficou em 2.971 nesta quarta-feira. Essa média leva em consideração dados dos últimos sete dias e, na prática, soma os registros do período e divide por sete para entender a tendência da curva. Ela está acima de 2 mil desde o dia 17 de março e agora se aproxima das 3 mil vítimas diárias, o que coloca o Brasil com a maior média de todo o mundo no momento. Em toda a pandemia, os óbitos chegaram a 321.886.

A FONTE DA INFORMAÇÃO SITE 247.COM :

 

Merval, da Globo,

prevê impeachment

de Bolsonaro e diz

que Mourão traz

"tranquilidade"

Colunista do jornal O Globo diz que Jair

Bolsonaro cavou sua própria cova com

a crise militar que criou

A FONTE DA INFORMAÇÃO SITE 247.COM :

https://www.brasil247.com/poder/psdb-comeca-a-aderir-ao-impeachment-com-fala-de-tasso-jereissati 


PSDB começa a

aderir ao

impeachment, com

fala de Tasso

Jereissati

"Sempre disse que era contra o impeachment à medida em que nós tínhamos uma certa expectativa que as coisas pudessem mudar”, disse o senador Tasso Jereissati em entrevista. "Perdi completamente a expectativa na regeneração do Bolsonaro". E completou: "Tenho dúvida até sobre seu equilíbrio mental"

A FONTE DA INFORMAÇÃO SITE 247.COM :

https://www.brasil247.com/regionais/brasilia/general-rego-barros-ex-porta-voz-do-governo-diz-que-bolsonaro-nao-tem-amadurecimento-intelectual 


General Rêgo Barros,

ex-porta-voz do

governo, diz que

Bolsonaro não tem

"amadurecimento

intelectual"

“Seu aparente desejo de transformar essa centenária instituição, detentora dos mais altos índices de confiabilidade, em uma estrutura de apoio político, afronta tudo o que defendem as Forças Armadas em sua atitude profissional", escreveu ainda o general

A FONTE DA INFORMAÇÃO SITE 247.COM :

 

General Rêgo Barros,

Tasso e Merval

indicam que militares

e elite decidiram-se

pelo impeachment de

Bolsonaro

Pronunciamentos de Barros, Jereissati e Merval indicam que a constelação político-empresarial, midiática conservadora e da cúpula militar pela derrubada de Bolsonaro está configurada