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segunda-feira, 28 de junho de 2021

A FONTE DA INFORMAÇÃO REVISTA FÓRUM : BLOG DO ROVAI E LINK DISPONÍVEL.

 

Exclusivo: CanSino rompe com empresa de amigo de Ricardo Barros em compra de 5,2 bilhões em vacina

A empresa mandou neste domingo após denuncia

do blogue comunicado à Anvisa


https://revistaforum.com.br/blogs/blogdorovai/cansino-

rompe-com-empresa-de-amigo-de-ricardo-barros-e

m-compra-de-

52-bilhoes-em-vacina/

 


















O laboratório chinês CanSino enviou um comunicado neste domingo (27) à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmando que a Belcher Farmacêutica do Brasil Ltda., que pertence a um amigo do líder do governo, deputado Ricardo Barros (PP-PR), não representa mais a empresa no Brasil. Além da Belcher, a Cansino rompeu o contrato com o Instituto Vital Brasil S.A. O rompimento se dá após denúncia publicada ontem (domingo, 27) por este blogue que revelava com base em postagem de Hugo Barros no Facebook que a empresa Belcher era de um amigo do líder do governo Ricardo Barros e que faria um negócio de 5,2 bilhões de reais com o ministério da Saúde. “Neste fim de semana, a Anvisa recebeu nova mensagem eletrônica da CanSino, confirmando que a Belcher não mais representa a vacina no Brasil. A Agência juntou essas informações no processo de Autorização de Uso Emergencial que ainda estava em análise e tomará as medidas pertinentes”, diz nota no site da Anvisa. Desenvolvedora da vacina Convidecia, o CanSino comunicou inicialmente o rompimento do contrato com a Belcher no dia 17 de junho. A empresa brasileira dos amigos de Ricardo Barros respondeu no dia 21 pedindo prazo para manifestação junto à Anvisa. A negociação não estava encerrada como tenta mostrar a Anvisa após a manifestação de ontem da CanSino. No dia 23 de junho, uma nova empresa era criada em Maringá com o objetivo de substituir a Belcher Farmacêutica do Brasil. O blogue apurou que com o CNPJ 42.448.825/0001-13 e Razão Social Belcher & NHG Farma e SPE Ltda a empresa tinha como objeto principal o “comércio atacadista de medicamentos e drogas de uso humano”.

Estaria reservado a Belcher & NHG cumprir o papel reservado à Belcher Brasil de intermediar a negociação de 5,2 bilhões para a compra da CanSino. Os sócios da nova empresa são: Emanuel Ramalho Catori, administrador; Nathan Marcelo Moreira, administrado; NHG Fitofarmacos & Nutraceuticos, sócio; Belcher Farmacêutica do Brasil, sócio.  Camarote da vacina e turma do Hang

Catori foi um dos empresários que liderou um movimento para que empresas privadas conseguissem permissão para comprar e distribuir imunizantes, criando o “camarote das vacinas”. O movimento contou com a adesão dos empresários bolsonaristas Luciano Hang, das lojas Havan, e Carlos Wizard.

Em março deste ano, Catori esteve em Brasília para uma conversa com o governo federal acerca deste tema.

A Belcher pertence a Emanuel Ramalho Catori e também a Daniel Moleirinho Feio Ribeiro, filho de Francisco Feio Ribeiro Filho, ligado a Ricardo Barros.

Chiquinho Ribeiro, como é conhecido em Maringá, foi presidente da Urbamar na gestão de Barros como prefeito de 1989 a 1992, e conselheiro da Sanepar no curto governo de Cida Borghetti, esposa de Barros.

Leia o texto divulgado no site da Anvisa

Informações sobre o processo de uso emergencial da vacina Convidecia, da CanSino

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária informa que recebeu no último dia 17 de junho um comunicado da empresa CanSino Biologics Inc., através de e-mail, informando que as empresas Belcher Farmacêutica do Brasil Ltda. e Instituto Vital Brazil S.A. não possuem mais autorização para representar a CanSino no Brasil. No mesmo dia, a Assessoria Internacional da Anvisa buscou informações junto às autoridades regulatórias da China.  

O comunicado cita a revogação da autorização concedida à Belcher e destaca que as empresas não têm permissão para requerer autorização de uso emergencial, registro, autorização de comercialização, bem como atividades de preparação e distribuição da vacina recombinante Ad5-nCov, composta de vetor adenovírus tipo 5, fabricada pela CanSino Biologics Inc.    

No dia 18 de junho, a Anvisa informou o Ministério da Saúde, via ofício, sobre esse comunicado.

Em 21 de junho, a Agência realizou uma reunião com representantes da Belcher para informar sobre o comunicado recebido da empresa CanSino. No encontro, a empresa solicitou um prazo para manifestação.

Neste fim de semana, a Anvisa recebeu nova mensagem eletrônica da CanSino, confirmando que a Belcher não mais representa a vacina no Brasil. A Agência juntou essas informações no processo de Autorização de Uso Emergencial que ainda estava em análise e tomará as medidas pertinentes. 

A CanSino é a desenvolvedora da vacina Convidecia e pediu o uso emergencial do imunizante no dia 18 de maio deste ano. Foram realizadas cinco reuniões entre a Anvisa e o laboratório.


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